Um achado teórico feito no Brasil acaba de entrar no radar da astronomia internacional. O pesquisador independente Silvio Antonio Corrêa Junior teve um de seus candidatos a exoplaneta, Ross 1003 b, aceito como CTOI (Community TESS Object of Interest) na plataforma ExoFOP/IPAC da NASA. Isso significa que o objeto passará a ser oficialmente procurado e analisado nos dados do telescópio espacial TESS.
O diferencial do trabalho está no método: o planeta não foi detectado primeiro por observação, mas previsto matematicamente. A partir da análise de estrelas anãs vermelhas próximas, usando dados públicos do Gaia DR3 e do TESS, o pesquisador estimou onde seria fisicamente lógico existir um planeta — incluindo seu período orbital, tamanho e temperatura.
O Ross 1003 b se encaixa na categoria de super-Terra temperada, com órbita compatível com a zona habitável da estrela. Após a submissão, os parâmetros foram considerados consistentes, permitindo que o candidato fosse incluído na lista oficial de objetos de interesse comunitário.
Além desse planeta, outros candidatos previstos pelo mesmo método já foram enviados e aguardam avaliação. A aceitação do Ross 1003 b representa um primeiro passo importante na validação de uma abordagem que busca orientar a descoberta de novos mundos a partir da matemática e da física, antes mesmo da confirmação observacional.